Quem sou eu

Alguém de palavras curtas e assuntos fortes.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Em uma festa qualquer...

  Um porre pra se divertir em uma festa chata não era a melhor saída, mas era o que ela achava que podia fazer. Dançar loucamente, sorrir sem motivos, rodopiar, pular... Numa roda de gente estranha, desconhecida. Mas ela nunca se importa. Tanto faz, se lhe é familiar ou não. Se não a fazer sentir-se incompleta, está valendo. Ela aceita o copo de um Whisky caro, que o cara ao seu lado ofereceu. Pensou um pouco. Olhou nos olhos dele, enquanto ele sorria, alternando o olhar entre o copo em sua mão e seus lábios avermelhados. Ele não seria capaz de botar algo que os deixasse maluco ali. Era só a bebida, totalmente pura. Havia sinceridade naqueles olhos, e um desejo profundo de conhecê-la tentando desaparecer entre os dedos. Tomou um golinho, pra ser mais discreta. Então, o devolveu o copo, enquanto ele encostava a boca quente ao pé de sua orelha fria para apresentar-se. Percebia-se naqueles gestos, que ele notara alguma coisa de diferente naquele garota. Ela parecia tão opaca no meio do salão, não era a mais bonita, não se destacava por seu lindo sorriso ou corpo perfeito. Ela apenas vibrava numa sintonia que o atraia. Seus movimentos pareciam tão especias, mesmo sendo comuns naquele tipo de lugar. Ela era tão solta, tão livre, tão sozinha, mesmo sendo acompanhada por outra garota. Oh, ele também notou sua acompanhante. Ela brilhava, mas escondia mágoas. Era muito bonita. A pele dela, parecia convidar-te para um passeio nas curvas suaves daquele corpo. Ela era tão ardente, feito pimenta. Tão... Sexy, selvagem. Mas, escondia um quê de doçura. De fato, elas eras opostas, imperceptíveis aquela gente, mas deslumbrantes ao olhos dos loucos. Elas não conseguiam perceber, como todo mundo as olhava, por segundos intensos, enquanto riam sozinhas. Casais de namorados, meninos, garotas, crianças... Ninguém sabia por quê, mas se pegavam olhando-as admirados. Não sabiam porque olhá-las, mas queriam, involuntariamente.
  Mas ele resolveu descobrir. Não sabia o que via ali, mas sentia que precisava ir até lá, conversar, ou tentar outro contato semelhante.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O mundo diferente #1

Voltando pra casa, 11:45 da manhã. Estava com os sentidos aguçados. Podia sentir meu cabelo bagunçado sendo levado pelo vento. Os meus olhos ficavam pequenos, os cílios se encostavam de leve, e a luz do sol irradiava pontas de felicidade sobre mim. O vento era frio, mas não o sentia. Ele arrastava flocos de lembranças sobre os meus ombros enquanto eu me sentia leve andando pelas ruas. Olhando para o chão, vi pássaros mortos, e o sorriso que mostrava levemente meus dentes se fechou. Um olhar preocupado e meio desnorteado. Eu não entendia mais o que era, olhava para o chão, havia dois pássaros. Fechava os olhos e então, quando os abria, eram mini-dragões, porém, vivos. Eles me olhavam, fazendo movimentos com suas pequenas bocas. Pareciam que cuspiam fogo,um fogo colorido, mas que não queimava. Estava com meu fones de ouvido. A música parecia ter muitas coisas semelhantes com aquele momento. Ela se encaixava perfeitamente.
"Na cena o sangue não explode, vermelho é o céu"
Quase subconscientemente, olhei para o céu. Eu não o vi vermelho, mas também não o vi azul. Não tinha nuvens, o dia era ensolarado, como dizia a previsão. Mas então, que cor era o céu? O sol estava me obrigando a fechar os olhos, então, eu olhei mais a frente e ainda acima. Ele transmutava em tons quentes, com pitadas de verdes e azuis, formando imagens e frases, que mudavam rápido demais para poder identificá-las. Eu não sabia se estava realmente andando. Não sabia se eu estava aqui, presente de mente, e não só de corpo. Estava indo e vindo, sem traços, sem frações, sem mapa e horizonte.

domingo, 6 de novembro de 2011

Começo de blog é sempre igual...

Agente passa uma ficha completa sobre quem somos e acabou. Já tive blogs. Três, pra falar a verdade, estou cansadinha de dizer "Oi, meu nome,  idade..."!
Então, vamos fazer isso um pouco diferente.
Noite de domingo, dia 6 de novembro de 2011.
Aproximadamente 8 horas da noite. Cansada e limpa, uma vez que tive forças pra ir até o chuveiro. Viagem cansativa com a família. Vontade de escrever. Mas escrever para alguém ler. Resolvi criar um blog. Mas como vou mantê-lo? Não quero postar sobre novidades na vida dos famosos, tirinhas... Escrever textos deve ser meu ponto forte, mas, muita gente tem um blog falido sobre isso. É cansativo de ler o mesmo blá blá blá e a enrolação que eles trazem.
Queria muito falar da minha vida, mas se torna chato igualmente. 15 minutos, me surge a ideia de escrever sobre como o dia a dia passa na minha cabeça. É ISSO!
Vocês podem demorar pra absorver as informações de cada postagem, mas é questão de tempo. O esquema vai ser simples. Por isso, não precisarei explicar nada.
Com o tempo o nome do blog muda, a URL, o design. Mas para algumas horas eu achei bem eficiente.
Estou com 15 anos agora. No fim do mês é meu aniversário, então, pra você que ler isso mais tarde e não olhar a data para dar uma calculadinha, essa informação já estará desatualizada.
A única coisa que (talvez) não mude aqui, será o meu projeto futuro:
Quero fazer faculdade sim. E várias. Como gosto de mexer com a parte de hardware de computadores e outras tecnologias, escolhi primeiramente fazer Ciências da computação, se conseguir, farei análise e sistemas para internet e mecatrônica.
Lendo assim pode parecer que eu odeie os "tempos antigos" e fique horas no computador.
A realidade é que gosto, e muito desses "tempos antigos" onde tudo era mais difícil de se ter e toda aquela história. Dos anos 40 aos 90, eu me reviro toda.