Gosto mais de causas do que de consequências. Porque as causas são nossas ações, fizemos porque queiramos. E as consequências são reações, são a rotina da causa, e eu odeio rotinas.
Consequência sempre vem depois, toda chatinha, muitas vezes impondo nossos erros, cheia de regrinhas, e não temos escolhas com ela. No entanto, causas não tem rotinas, são escolhas livres. Essa coisa de "você sofrerá as consequências" é comum demais, muito previsível. A consequência é nosso medo de tentar, é o "mas será que vai dar certo?", "e depois?" que fica puxando o saco da nossa consciência. Já a causa é a coragem, aquilo que pede pra você fazer o que você quiser, é o empurrãozinho que falta. Mas é possível que de tanto gostar da causa, eu acabe gostando mais ainda da consequência, não sei, quem sabe? Afinal, é preciso de uma ação pra gerar uma reação, uma tentativa para obter um resultado.
Então fica assim, a causa é a ação, e a consequência é a reação. A reação vai contra a reação e há sempre um par de forças a agir em um par de objetos, e não há força solitária sem a sua contra-parte.
Planetária e Paralela
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Em uma festa qualquer...
Um porre pra se divertir em uma festa chata não era a melhor saída, mas era o que ela achava que podia fazer. Dançar loucamente, sorrir sem motivos, rodopiar, pular... Numa roda de gente estranha, desconhecida. Mas ela nunca se importa. Tanto faz, se lhe é familiar ou não. Se não a fazer sentir-se incompleta, está valendo. Ela aceita o copo de um Whisky caro, que o cara ao seu lado ofereceu. Pensou um pouco. Olhou nos olhos dele, enquanto ele sorria, alternando o olhar entre o copo em sua mão e seus lábios avermelhados. Ele não seria capaz de botar algo que os deixasse maluco ali. Era só a bebida, totalmente pura. Havia sinceridade naqueles olhos, e um desejo profundo de conhecê-la tentando desaparecer entre os dedos. Tomou um golinho, pra ser mais discreta. Então, o devolveu o copo, enquanto ele encostava a boca quente ao pé de sua orelha fria para apresentar-se. Percebia-se naqueles gestos, que ele notara alguma coisa de diferente naquele garota. Ela parecia tão opaca no meio do salão, não era a mais bonita, não se destacava por seu lindo sorriso ou corpo perfeito. Ela apenas vibrava numa sintonia que o atraia. Seus movimentos pareciam tão especias, mesmo sendo comuns naquele tipo de lugar. Ela era tão solta, tão livre, tão sozinha, mesmo sendo acompanhada por outra garota. Oh, ele também notou sua acompanhante. Ela brilhava, mas escondia mágoas. Era muito bonita. A pele dela, parecia convidar-te para um passeio nas curvas suaves daquele corpo. Ela era tão ardente, feito pimenta. Tão... Sexy, selvagem. Mas, escondia um quê de doçura. De fato, elas eras opostas, imperceptíveis aquela gente, mas deslumbrantes ao olhos dos loucos. Elas não conseguiam perceber, como todo mundo as olhava, por segundos intensos, enquanto riam sozinhas. Casais de namorados, meninos, garotas, crianças... Ninguém sabia por quê, mas se pegavam olhando-as admirados. Não sabiam porque olhá-las, mas queriam, involuntariamente.
Mas ele resolveu descobrir. Não sabia o que via ali, mas sentia que precisava ir até lá, conversar, ou tentar outro contato semelhante.
Mas ele resolveu descobrir. Não sabia o que via ali, mas sentia que precisava ir até lá, conversar, ou tentar outro contato semelhante.
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